O que é mary ann bevan?

Mary Ann Bevan: A Mulher Mais Feia do Mundo

Mary Ann Bevan (20 de dezembro de 1874 – 26 de dezembro de 1933) foi uma enfermeira inglesa que, após desenvolver uma condição chamada acromegalia, ficou conhecida como "a mulher mais feia do mundo" e capitalizou sobre sua aparência atípica trabalhando em circos e feiras.

  • Vida Inicial: Mary Ann Webster nasceu em Plaistow, Londres, em uma família de classe trabalhadora. Trabalhou como enfermeira e casou-se com Thomas Bevan em 1903, com quem teve quatro filhos.

  • Início da Acromegalia: Por volta dos 32 anos, Mary Ann começou a desenvolver os sintomas da acromegalia. Esta condição, causada por um tumor na glândula pituitária, leva a um crescimento excessivo de ossos, particularmente na face, mãos e pés. Além do aumento das características físicas, ela também sofreu de fortes dores de cabeça e visão debilitada.

  • Dificuldades Financeiras: Após a morte de seu marido em 1914, Mary Ann enfrentou dificuldades financeiras para sustentar seus filhos. Sua aparência, cada vez mais alterada pela acromegalia, a impedia de encontrar empregos convencionais.

  • Carreira na Exibição: Em um ato de desespero, Mary Ann respondeu a um anúncio em um jornal procurando por uma "mulher mais feia do mundo". Ela venceu a competição e, a partir de 1920, começou a trabalhar no Dreamland, um parque de diversões em Coney Island, Nova York, onde era exibida como uma atração de curiosidades.

  • Vida e Morte: Mary Ann Bevan passou o resto de sua vida em Coney Island, sendo uma atração popular, embora a experiência fosse, sem dúvida, humilhante. Faleceu em 26 de dezembro de 1933 e foi enterrada em Brockley and Ladywell Cemeteries.

  • Legado: Apesar da exploração sofrida, a história de Mary Ann Bevan serve como um lembrete da discriminação enfrentada por pessoas com condições médicas visíveis e da resiliência humana em face da adversidade. Sua imagem, infelizmente, foi usada de forma insensível em cartões postais e, mais recentemente, como um meme online, perpetuando a objetificação da diferença. A sua história evidencia a importância da empatia e do respeito para com todos, independentemente da sua aparência física.